ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO E APLICAÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS DESTINADOS À EDUCAÇÃO
Elabore um texto de no máximo 3 páginas, comentando e problematizando o uso dos recursos financeiros locais e a forma como os mesmos são controlados pela sociedade local.
Analisando O regimento Interno do Conselho de Alimentação Escolar-CAE, entidade assessora o governo municipal na execução do Programa de Assistência à Educação Alimentar junto as escolas da rede municipal e estadual local, me dei conta de que, mesmo sendo profissional das duas redes citadas, há 25 anos, não tinha conhecimento da existência deste Conselho- CAE e de como acontece a distribuição de recursos locais, gerenciando a oferta de merenda escolar. Não por descaso, nem desinteresse dos profissionais de educação estes dados não são repassados ou comentados conosco, favorecendo transparência na gestão de recursos.
É interessante constatar que a comunidade, em geral, pais e alunos desconhecem tal tramitação atribuindo ao “Governo” tal responsabilidade, sem questionar sua procedência, seu uso eficiente, distorções, ou desvios.
Sendo as comunidades escolares as primeiras a serem beneficiados, são estas, as últimas a saberem a procedência dos recursos, sua aplicação, quanto surgem escândalos em corrupção, ou quando alguém indicado pelo desvio de recursos.
Entre outras atribuições, o CAE, em seu regimento interno deve promover:o zelo pela qualidade dos produtos servidos aos alunos, observando higiene; exercendo controle efetivo; acompanhar a aplicação dos recursos federais por conta do PNAE; colaborar na elaboração dos cardápios PAE; fiscalização do armazenamento, conservação e distribuição; avaliação do PAE no município; favorecer o intercâmbio entre entidades que viabilizam o desenvolvimento da alimentação escolar; integração de programas; comunicar a ocorrência de irregularidades nos alimentos ou na execução do programa; apreciar e votar o plano de ação do PNAE; divulgar os recursos aplicados em local público; apresentar relatório de atividade ao FNDE; receber e analisar prestação de contas do PNAE. Será que o local público para prestação de contas também não deveriam ser as escolas e ás Comunidades Escolares? Será que não há super-faturação de preços dos fornecedores? Há licitação para escolha de fornecedores? Porque não há interesse de divulgar a aplicação destes recursos? Que critérios são eleitos para a construção do cardápio escolar? Há índices que comprovam os resultados de saúde alimentar a partir dos recursos empregados?
Se a avaliação externa pode medir a qualidade e eficiência escolar, porque uma avaliação interna social de eficiência e gerenciamento de recursos, avaliação de metas atingidas com os programas sociais, também não poderiam ser implementadas em favor da cidadania?
Há um longo caminho a se construir e para se trilhar até que democracia e direitos humanos deixem de ser vocábulos para se transformarem em realidade.
A EDUCAÇÃO NAS CONSTITUÇÕES BRASILEIRAS
CONSTITUIÇÃO DE 1934
CONTEXTO SÓCIO-POLÍTICO E ECONÔMICO
Assumindo o poder em 1930, Getúlio Vargas convocou a Constituinte após muita pressão, em 1933. Promulgada em 14 de julho de 1934, a nova Constituição tinha 187 artigos e, em linhas gerais, restabelecia o texto da Carta de 1891. Ela inovou ao:
• Estabelecer alguns direitos trabalhistas: salário mínimo, descanso semanal, férias, regulamentação do trabalho das mulheres e dos menores. Regulamentação do exercício de todas as profissões.
• Nacionalizar as jazidas de minério e os recursos hídricos do país.
• Instituir o voto secreto, que foi estendido às mulheres, e o ensino primário gratuito e obrigatório.
Getúlio Vargas queria manter-se no poder a todo o custo. Por isso, procurou fortalecer-se no poder explorando principalmente o medo que as elites sociais e políticas tinham do comunismo.
Outros fatores também favoreceram o plano continuísta de Vargas:
• A ameaça de uma nova Guerra Mundial, provocada pela situação internacional conturbada, principalmente na Europa.
• A agitação interna promovida pelos integralistas, que eram os fascistas brasileiros.
OBRIGATORIEDADE DO ESTADO NA MANUTENÇÃO E EXPANSÃO DO ENSINO PÚBLICO
O artigo de número 149 estabelece que é um direito de todos a educação e que esta deverá ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. A mesma incumbe a estes proporcionar a educação a todos os brasileiros, assim como aos estrangeiros domicilados no Brasil.
A GRATUIDADE DO ENSINO PÚBLICO
Segundo a Constituição de 1934, o ensino primário será integral e gratuito, com freqüência obrigatória extensivo aos adultos. A gratuidade do ensino posterior ao primário é citada como uma tendência, com o intuito de torná-la mais acessível.
A VINCULAÇÃO DE RECURSOS À EDUCAÇÃO
De acordo com o artigo 156, determina-se a vinculação de 10% de impostos da União e dos Municípios e de 20% dos Estados e Distrito Federal.
FORMA DE INGRESSO DOS PROFESSORES NO MAGISTÉRIO PÚBLICO
A Constituição, de forma clara, proÍbe “a dispensa do concurso de títulos e provas no provimento dos cargos do magistério oficial, bem como, em qualquer curso, a de provas escolares de habilitação, determinadas em lei ou regulamento”. Abria, porém, a possibilidade de contratação temporária de professores.
Foto: Na imagem acima, o constituinte Medeiros Neto assina a Constituição de 1934. Rio de Janeiro (RJ).
Atividade: 3 -EDUCAÇÃO NACIONAL E SISTEMAS DE ENSINO
Elabore um texto de até três páginas que apresente as competências das esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal) para com a educação e as atribuições dos diferentes Sistemas de Ensino, articulando com os conceitos de federalismo e descentralização.
A educação Nacional nasceu descentralizada em sua origem, mesmo antes de que o Brasil viesse a se tornar uma República Federativa as províncias e os municípios já eram responsáveis pela oferta de ensino primário e secundário. Portanto, entenda-se esta descentralização como a transferência de responsabilidades do governo central.
Com a proclamação da República Federativa do Brasil(1822) mantem-se tal determinação de que os estados continuariam com a autonomia na oferta do ensino primário. Mesmo com a ditadura Vargas(1937-1945) que, em seus decreto-leis buscam a unidade da organização educacional, tal orientação se repete. Verifica-se então, que a União toma para si: “(...) atribuições que visam construir uma organização nacional, em especial as tarefas de legislação, normatização e planejamento. Todavia, a gestão e grande parte do financiamento da oferta de educação básica cabem aos governos estaduais e municipais.” ( Farenzena, Federalismo e Descentralização, p.3)
Somente em 1988 com a nova Constituição promulgada que a descentralização é definida como “ à distribuição de funções entre esferas ou níveis de governo”. Nasce desta um novo conceito de Federação: estados federativos, com diferentes níveis de governo mas com autoridade sobre a mesma população e território, caracterizado pela não-centralização do poder político, pelo reconhecimento dos municípios, pelo fortalecimento do poder dos estados e pela descentralização fiscal. Nesta prática esta descentralização significa estadualização ou municipalização do ensino.
O quadro a seguir oferece um panorama da organização do ensino nacional nas esferas e sistemas de ensio de acordo com a legislação vigente, à luz de Nalu Farenzena, em seus textos: Federação e Descentralização; Responsabilidades das Esferas de Governo para com a Educação; Organização da educação Nacional e Estrutura dos Sistemas de Ensino.
COMPETÊNCIAS DAS ESFERAS DE GOVERNO QUANTO A EDUCAÇÃO
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CONSTITUIÇÃO DE 1988
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Descentralização definida como “ à distribuição de funções entre esferas ou níveis de governo.”
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“as esferas de governo devem organizar seus sistemas de ensino em regime de colaboração”
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“Essa colaboração abrange diversos âmbitos: a oferta de educação, o financiamento, o planejamento e a normatização.”
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“A responsabilidade pela oferta de educação escolar é compartilhada pelos três níveis governamentais.”
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“elaboração, através de lei, de planos plurianuais nacionais de educação, os quais devem observar articulação entre os níveis de ensino e a integração das ações do Poder Público.”
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LEGISLAÇÃO
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ESFERA FEDERAL
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ESFERA ESTADUAL
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ESFERA MUNICIPAL
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CONSTITUÇÃO de 1988...
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Á União cabe o financiamento do sistema federal de ensino e a
prestação de assistência técnica e financeira aos estados e municípios.
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Os níveis prioritários de atuação dos estados não foram definidos no texto original da Constituição.
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Determina que os municípios
devem priorizar a educação pré-escolar e o ensino fundamental.
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A Emenda Constitucional
N.º 14/96
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A União deve...
financiar a rede pública federal de ensino, prestar assistência financeira e técnica aos estados e municípios, garantir equalização de oportunidades e padrão mínimo de qualidade de ensino.
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O ensino fundamental e o ensino médio foram estabelecidos como competência dos estados.
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Estabelece a atuação prioritária dos municípios no ensino fundamental e educação infantil.
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A constituição estabele-ce que cada esfera de governo deve aplicar uma parte de suas receitas resultantes
de impostos em educação.
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– 18% é a parcela do governo federal
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25% dos impostos estados.
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25% dos impostos dos municípios.
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Normatização da educação
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Ao Congresso Nacional cabe elaborar a lei de diretrizes e bases da educação nacional e outras leis de interesse nacional versando sobre a educação.
O Poder Judiciário interfere na normatização, seja pela
jurisprudência, seja pelos julgamentos de inconstitucionalidade de leis ou atos
normativos.
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As assembléias legislativas dos estados podem complementar a legislação nacional ou estadual.
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As câmaras de vereadores podem complementar a legislação nacional ou estadual.
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LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
NACIONAL-
LDEN
9394/96
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“organização da educação nacional com a previsão de existência dos sistemas federal, estaduais e municipais de ensino, os quais têm responsabilidades próprias ou compartilhadas entre si, devendo organizar-se em regime de colaboração.”
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“ cabe à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os sistemas de ensino e “... exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais” (art. 8º, §1º).”
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elaboração de plano nacional de educação, em colaboração com estados e municípios;
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a assistência técnica e financeira aos governos sub-nacionais,
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o estabelecimento de diretrizes para as etapas da Educação Básica, com a colaboração dos estados e municípios;
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a implementação de processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior.
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As atribuições do Conselho Nacional constam na Lei
9.131/1995.
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“Suas competências e sua área jurisdição atingem todos os sistemas de ensino, incluindo os sistemas
estaduais e municipais.
Cabe ao CNE elaborar as diretrizes curriculares das etapas e modalidades da Educação Básica e
diretrizes curriculares nacionais da Educação de Jovens e Adultos.”
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REFERÊNCIAS CTADAS:
Farenzena, Nalú. Federação e Descentralização.
Farenzena, Nalú. Responsabilidades das Esferas de Governo para com a Educação
Farenzena, Nalú.Organização da educação Nacional e Estrutura dos Sistemas de Ensino.
BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil, de 03 de outubro de 1988 (texto original).
ATIVIDADE 2- CONCEITOS ESTRUTURANTES - QUADRO 2
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CONCEITOS BÁSICOS
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APÓS A LEITURA DO TEXTO
“POLÍTICA PÚBLICA E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO”, O QUE APRENDI.
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COMPARE AS SUAS RESPOSTAS COM AS DEFINIÇÕES QUE CONSTAM NO GLOSSÁRIO.
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DEMOCRACIA
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“É o capitalismo que torna possível uma forma de democracia em que a igualdade formal de direitos políticos tem efeito mínimo sobre as desigualdades ou sobre as relações de dominação e de exploração em outras esferas” (WOOD, 2003, p. 193).
Aprendi que o capitalismo age sobre as esferas sociais e políticas manipulando a democracia conforme seus interesses, portanto a democracia é suscetível às manobras capitalistas do mercado.
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Democracia: Forma de governo baseada e construída pela participação coletiva da sociedade organizada, onde se escolhe seus representantes por meio do voto, mediante a critérios construídos pela mesma.
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ESTADO:
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“Estado é aqui entendido como Estado histórico, concreto, de classe, e, nesse sentido, Estado máximo para o capital, já que, no processo de correlação de forças em curso, é o capital que detém a hegemonia.”
Esta concepção de Estado, enquanto correlação de forças entre os detentores do capital, eu já havia percebido, porém não havia conceituado.
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Estado: instituição pública que congrega vários setores da sociedade moderna, principalmente aqueles de função governamental política, econômica, jurídica, organizando a participação e construção da sociedade..
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GLOBALIZAÇÃO
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“As estratégias de superação da crise como o Neoliberalismo, a Globalização, a Reestruturação Produtiva e a Terceira Via é que estão redefinindo o papel do Estado.
A globalização desenfreada que sofremos também é uma estratégia de dominação imposta pelo capitalismo .
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O processo da globalização se refere a forma com que nações interagem, interligando o mundo e servindo à expansão do capitalismo, desprezando os aspectos culturais e sociais que identificam cada povo.
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PARTICIPAÇÃO:
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“...a participação em si é pedagógica e estratégica, pois só aprendemos a participar, participando.”
A gestão democrática nas escolas vislumbra apenas o início de participação sistemática que deveria acontecer na escola e em toda a sociedade. É preciso intensificá-la na conquista de diretos e políticas sociais mais justas.
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Participação:É o direito básico de todo o cidadão de intervir e interagir como o todo da sociedade organizada seja pelo voto ou em instâncias jurídicas, políticas, econômicas,etc, visando a defesa de seus interesses e da coletividade.
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NEOLIBERALISMO
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“...a teoria neoliberal que embasa este pensamento.”
“...a lógica de mercado é que orienta o setor público.”
É a teoria neoliberal que está por traz da redefinição do papel do Estado, não como executor de políticas públicas de eficiência social, mas como Estado mínimo, repassando suas responsabilidades sociais à sociedade organizada e assumindo a função avaliadora ou fiscalizadora.
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Neoliberalismo: linha ideológica capitalista que defende a necessidade de retirada da ação do Estado de determinadas áreas a fim de que se possa investir em outras, como forma de garantir maior racionalidade na utilização de recursos, em detrimento de investimentos em áreas sociais prioritárias, como a educação.
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POLÍTICA
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Neste texto a palavra política é utilizada várias vezes no sentido de estratégias de ação estruturadas e sistemáticas implementadas ou não pelo poder público, no caso o Estado, conforme a linhagem ideológica, destacando re-definição do papel do Estado, na vida pública aos moldes da teoria neoliberal implementada pelo capitalismo.
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Política: o termo pode se referir à livre manifestação do cidadão na defesa de seus interesses, assim como, as ações coletivas de grupos de pessoas identificadas com uma ideologia, interagindo estrategicamente na busca pelo poder.
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POLÍTICAS EDUCACIONAIS
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“...ao invés de construir políticas educacionais que proporcionem a qualidade. “
Conforme o texto, as políticas educacionais fazem parte das políticas públicas, onde o Estado mínimo, determinado pela teoria neoliberal procura se eximir de responsabilidades sociais,ao invés de executar programas que garantam a qualidade de ensino, sua proposta é apenas de fiscalizar a qualidade remetendo à comunidade escolar uma responsabilidade que é sua.
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Políticas educacionais: linhas de ação social governamentais traduzidas em projetos e programas educacionais visando materializar sua visão ideológica de educação dentro da sociedade, segundo as concepções do grupo político que representam.
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POLÍTICAS PÚBLICAS
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“A atual política social é parte do projeto de reforma do Estado que tem, como diagnóstico aquele proposto pelo neoliberalismo, e partilhado pela Terceira Via, de que não é o capitalismo que está em crise, mas o Estado.
Neste tempo de campanha eleitoral vê-se expostas as ações de políticas públicas, sendo revertidas em votos. Quem fez fará!?
É triste percebermos as necessidades básicas e urgentes de um povo serem tratadas como promessas eleitoreiras.
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Políticas públicas: intervenções estruturadas e sistemáticas do Estado junto a sociedade buscando abranger e atingir as prioridades sociais de uma época.
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Com base na atividade realizada, comente sobre sua aprendizagem referente aos conceitos estruturantes.
O texto que lemos proporciona uma visão crítica e transparente das relações de forças que realmente dominam e são determinantes na esfera do poder. A teoria neoliberal e suas implicações se fazem perceber não somente nas ações do mercado nacional e internacional, bem como acerca das políticas públicas e da educação, onde a avaliação externa representa o novo papel assumido pelo Estado: agora não mais de responsável direto pela educação, mas órgão fiscalizador da qualidade remetendo à Comunidade escolar e à sociedade as suas competências.
Além de servir na construção e definição de conceitos importantes a respeito dos desdobramentos estruturais do poder, contextualizamos realidade educacional do país e as ramificações do capitalismo determinando ações ideológicas dentro da escola.
Atividade 1– CONCEITOS ESTRUTURANTES
Queridas alunas e alunos:
Antes de iniciar as leituras propostas neste módulo, registrem seus conhecimentos escrevendo sobre o que sabem sobre cada um dos conceitos no quadro abaixo.
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CONCEITOS BÁSICOS: O que já sei?
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DEMOCRACIA
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Entendo por democracia uma concepção do modo de governar que observa a participação do cidadão, enquanto povo, governando a partir dele para ele, entendendo-se o povo como nação.
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ESTADO
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Com esta grafia entendo que a palavras Estado deva se referir a compreensão do todo político que designa uma nação, representativa de um povo.
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GLOBALIZAÇÃO
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Entendo ser uma estratégia de dominação cultural que despreza as particularidades e riquezas de cada cultura, povo e nação, massificando o cidadão em detrimento de sua identidade cultural, forjando nele novos necessidade e hábitos
favorecendo a manipulação capitalista de suas mentes.
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PARTICIPAÇÃO
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Em termos políticos participação significa a interação a que o cidadão tem direito, não só opinando, mas determinando os seus representantes na defesa de seus interesses.
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NEOLIBERALISMO
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É uma concepção e percepção de mundo (ideologia) onde o capital deve predominar frente às necessidades e interesses de muitos, na busca de domínio e expansão daqueles que detém o capital.
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POLÍTICA
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É toda a ação do homem, enquanto indivíduo e cidadão, na busca e defesa de seus interesses.
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POLÍTICAS EDUCACIONAIS
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Entendo políticas educacionais o conjunto de estratégias, programas, ações governamentais que visam qualificar ou não a estrutura educacional vigente, de sua época.
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POLÍTICAS PÚBLICAS
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Compreendo as políticas públicas como a linha de ação de um governo, que estabelecem projetos, programas, prioridades de ação para desenvolver, buscando atingir as necessidades da sociedade.
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